Por que as crianças têm medo de ir ao dentista?
Nesta entrevista, a Odontopediatra, Dra Marta Haddad discute sobre a questão do medo e os entraves da criança no consultório de odontologia. Ela aborda as situações de vivência das crianças com procedimentos dolorosos por parte de profissionais de saúde e também, o fator emocional dos seus pais. As impressões que a criança acaba internalizando e ouvindo de seus próprios pais, podem vir a ser efeitos negativos desencadeadores do medo. Ela aponta a importância de um comportamento familiar positivo, que tranquiliza e prepara a criança para uma visita ao dentista de forma satisfatória. A criança que tem medo precisa sentir uma confiança e reciprocidade entre profissional e família para que esta se sinta segura. É um trabalho também com os pais, que precisam estar confiantes com relação ao tratamento do seu filho (a). A proposta da Dra. Marta Haddad é justamente respeitar o tempo da criança e estabelecer caminhos para que ela possa perder o medo e assim se entregar ao tratamento. Alerta para a importância do profissional da saúde de odontologia atender o seu paciente de forma global: emocional e física. A sensibilidade é fator fundamental no tratamento. É realmente ir além do atendimento e do tratamento, mas enxergar o paciente como indivíduo único e com necessidades específicas. Salienta o comportamento da terceirização dos filhos, onde as crianças são cuidadas por vários profissionais que não são a sua mãe. Ela relata crianças que foram atendidas e que vieram acompanhadas por motoristas, por exemplo.
E quando se deve trazer o filho ao dentista? A partir do útero. A saúde bucal da mãe gestante é garantia de uma saúde bucal infantil também saudável. Após o nascimento, é importante investigar a arcada do bebê, como prevenção de problemas futuros. É obrigação de o odontopediatra orientar corretamente a amamentação do bebê, pelos benefícios na formação da arcada dentária, assim como a introdução dos sólidos para a continuidade de uma formação sadia.
A prática familiar da higiene bucal é fator determinante para a educação correta desta importância. E que, quando mais cedo a ida ao consultório for uma rotina na vida das crianças, mas as questões do medo poderão ser melhores trabalhadas.
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22 outubro 2011 às 19:58
Cara Dra. Marta, gostei muito da sua abordagem e entrevista.
Sou odontopediatra e enfrento as mesmas angustias, somos muitas vezes orientadoras, psicólogas, amigas dos nossos pacientes.
E hoje as criançasestão cada vez mais carentes e é no consultório que encontram carinho e consolo.
Parabéns por seu trabalho sucesso e continue assim!
Marisa – odontopediatra – florianópolis- SC
6 novembro 2011 às 1:58
Marisa, fico muito feliz com seu comentário. É muito bom saber que cada vez mais, os profissionais começam a enxergar o paciente como um todo, como um indivíduo e não como uma boca!
Um abraço e muito obrigada pelo carinho!
Marta Haddad
8 fevereiro 2012 às 1:11
Oi Marta! Nunca mais te vi no mulher ao volante! No twitter! Por onde andas?..rsrs… ñ sei se vc está lembrado de mim, bom qq coisa meu TT é : @mauricioTs_ . Adorei a reportagem.
12 fevereiro 2012 às 10:42
Oi Maurício, claro que lembro de vc! Fico feliz que gostou do vídeo, super obrigada pelo carinho! bj
14 março 2013 às 17:37
Olá Doutura,
Estou muito preocupada com a arcada dentária da minha filha de 3 anos que ainda chupa chupeta. Não consigo faze-la largar. Qual a sua sugestão? Tem retorno se ela parar de chupar? Ela faz a higiene bucal corretamente e se precisar ir ao consultório não seria problema algum. Sem medos..
Obrigado
15 março 2013 às 9:27
Mariza enviamos seu comentário para Dra. Marta que em breve deve estar lhe respondendo. Obrigada!
21 março 2013 às 22:27
Mariza, não se preocupe tanto com a chupeta! Vá aos poucos. Cada criança tem o tempo certo e uma necessidade emocional diferente com relação à chupar chupeta!
Converse aos poucos e tente usar alguma data pra doação, por exemplo, dar a chupeta pro Coelho da Páscoa, ou quem sabe pro Papai Noel. Sua filha tem que estar preparada, vá com muita calma.
Assim que o hábito for removido, os dentes tendem a voltar “um pouco” à posição normal, e se não voltarem totalmente, aos seis anos isso é corrigido com a ortopedia (colocação de aparelho), sem o menor problema!
Quanto à higiene, o ideal é procurar um profissional que você confie e fazer uma profilaxia em consultório regularmente. O odontopediatra tirará suas dúvidas e poderá te orientar melhor sobre a situação das arcadas e dos dentinhos dela!
Boa Sorte e um beijo pra sua filha