Saúde ocular infantil com a Dra. Cláudia Faria
Publicado: 04/05/11
Na(s) categoria(s): Destaque, Web Doutor
A saúde ocular infantil é algo que precisa da atenção dos pais desde muito cedo. Uma das grandes perguntas é em relação ao primeiro exame oftalmologico na criança. Quando ele deve ser feito?
A doutora Cláudia Faria dá dicas de como perceber se seu filho(a) não possui problemas de visão.
Dentre os assuntos abordados na entrevista, a doutora fala sobre o teste do olhinho, que também é chamado de teste do reflexo. Ele deve ser realizado ainda no berçário, antes da alta da maternidade, pelo pediatra devidamente treinado ou oftalmologista. O procedimento se baseia na percepção do reflexo vermelho que aparece ao ser incidido um feixe de luz sob a superfície retiniana e quando o eixo óptico está livre, não apresenta nenhuma opacidade de meios.
Após o teste, caso seja observada ausência do reflexo vermelho (pupila branca (leucocoria) ou preta) ou assimetria dos reflexos entre os olhos, a criança deve ser encaminhada ao consultório oftalmológico no período máximo de até 30 dias após a suspeita. As crianças sem alterações deverão ser acompanhadas a cada seis meses até completar dois anos de vida, e depois, anualmente, até os 10 anos de idade.
Como 80% do aprendizado ocorre através da visão, as crianças cegas ou com déficit visual apresentam frequentemente comprometimento do desenvolvimento neuropsicomotor. Qualquer sinal de atraso deve servir de alerta para pais, médicos e educadores, principalmente na fase pré-verbal das crianças, quando não podem manifestar suas dificuldades.
Outro assunto abordado pela doutora é sobre a ambliopia. Ela acontece quando, por alguma razão, o olho não consegue melhorar a visão mesmo usando a correção (óculos). Outras vezes no estrabismo (olho torto), um dos olhos assume a preferência e enxerga bem e o outro, menos participativo, deixa de desenvolver a capacidade visual plena. Existe também a ambliopia causada por lesões oculares (ulcera de córnea cicatrizada, cicatriz retiniana por toxoplasmose etc.). Portanto a ambliopia é sempre causada por alguma coisa que atrapalha ou prejudica a travessia da luz até a retina.
Uma dica que a doutora dá é sobre o comportamento da criança na escola. A criança com miopia demonstra com mais freqüência este problema, já a que tem hipermetropia é mais difícil de perceber, pois os sintomas não são tão evidentes assim. Geralmente as mudanças estão no comportamento da criança e no desvio de atenção, que pode ser um dos sintomas da hipermetropia.



25 abril 2011 às 19:02
PARABÉNS pela excelente entrevista e a maneira clara, objetiva e competente das explicações da Dra. Cláudia.
Estou encaminhando o material para vários amigos pela importância do tema! Atenciosamente, Silvia Reis
25 abril 2011 às 22:35
Gostei muito da entrevista da Dra Claudia, muito objetiva e percebemos que é uma profissional que tem experiência com crianças. Obrigado
26 abril 2011 às 21:10
De muito valor,objetiva e colocada de maneira clara e simples a entrevista da DRa. Claudia. Parabens!
28 abril 2011 às 15:15
Nossa essa entrevista me ajudou muito, meu enteado de 4 anos tem ambliopia mas eu não tinha essas informações…Obrigada.
2 maio 2011 às 16:14
[...] de médicos oftamologistas da Clínica Oftalmológica Lotten Eyes, concedida ao Portal de vídeos Webfilhos em 20/04/2011. O assunto desta entrevista é Oftalmologia Pediátrica, saiba ótimas informações [...]
19 maio 2011 às 13:54
barabans voce trabalha munto bem.
voce divia fazer mais vi9deos para o saite.
13 junho 2011 às 8:55
Gostei muito da entrevista, foi bem o que aconteceu com meu filho que tem hipermetropia alta e eu nâo a identifiquei devido à falta de sinais dada por ele. Mas o que me deixou mais triste foi que os pediatras em que passei, nunca me orientaram a fazer uma consulta ao oftalmologista em determinada fase da vida dele até aos 6anos de idade, que foi quando eu descobri os 6 e graus de hiperpetropia que ele possui.